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    INTERNATIONAL MASTERS FUTSAL

    22 a 25 de agosto

    No âmbito da programação da Cidade Capital Europeia do Desporto 2019, Portimão vai acolher novamente, nos dias 24 e 25 de agosto, o International Masters Futsal, que reunirá um elenco de luxo, com quatro das melhores equipas do mundo da modalidade: Sporting Clube de Portugal, Sport Lisboa e Benfica, Inter Movistar FS e AFC Kairat.

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    Música à Beira Mar

    20 julho e 23 agosto, 19h30

    Música à Beira Mar tem como objetivo proporcionar à população e aos visitantes uma experiência diferenciadora, valorizando e dinamizando a Praia da Rocha que sempre foi e será um dos principais cartões de visita desta cidade

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    Minutos Mágicos - o espetáculo

    22 a 25 agosto, 21h30

    O ilusionista Mário Daniel regressa ao palco do TEMPO - Teatro Municipal de Portimão de 22 a 25 de Agosto para dar a conhecer o seu mais recente trabalho: Minutos Mágicos - O Espetáculo.

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    1º Live and Loud Fest

    28 e 29 de agosto

    Ponto alto na programação musical de verão, o 1º Live and Loud Fest Powered by Marginália terá lugar na Praça da República, em pleno centro da cidade de Portimão, nas noites de 28 e 29 de agosto de 2019, a partir das 22h00

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    Exposição “Passear pela História da Zona Ribeirinha de Portimão”

    10 de agosto a 29 de setembro

    No dia 10 de agosto, pelas 19h00, inaugura na Praça Manuel Teixeira Gomes, a Exposição “Passear pela História da Zona Ribeirinha de Portimão”, organizada pelo “GAMP-Grupo de Amigos do Museu de Portimão”, em estreita colaboração com a Junta de Freguesia de Portimão, o Museu e o Município de Portimão.

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    Há Desporto no Centro de Portimão e muito mais...

    Julho a setembro

    No ano em que Portimão é Cidade Europeia do Desporto, o centro da cidade vai também viver este espírito com ruas e praças a se transformarem em grandes palcos desportivos. Os fins de semana serão especialmente animados no centro da cidade… onde, para além de iniciativas desportivas, a música será uma constante para todos os gostos e idades enquanto que, na fachada da Igreja do Colégio serão evocados os melhores momentos da cerimónia de abertura de Portimão Cidade Europeia do Desporto num espetáculo de vídeo mapping único.

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    Museu de Portimão exibe escultura de um golfinho intitulada “Ouvir o oceano”

    13 julho a 25 de agosto

    No próximo dia 13 de julho, pelas 18h00, será inaugurada no espaço exterior do Museu de Portimão, a escultura “Ouvir o oceano” da autoria da artista B.J Boulter. Esta é uma peça que representa um GOLFINHO com cerca de oito metros, inteiramente construído a partir da reutilização de resíduos de plástico.

  • Notícias

    Programação Desportiva CED 2019 - Agosto

    1 a 31 agosto

    Agosto ficará marcado pelo International Masters Futsal, que nos dias 24 e 25 juntará no Portimão Arena um elenco de luxo: além do campeão europeu Sporting, vencedor da edição de 2018 desta prova, participarão o Benfica, finalista derrotado no ano passado, os espanhóis do Inter Movistar, onde milita o mágico da bola Ricardinho, e os campeões cazaques do Kairat Almaty. Referência ainda para as provas de mar de Alvor (4 de agosto) e da Praia da Rocha (25 de agosto).

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    Em Agosto na Casa Manuel Teixeira Gomes

    6 a 30 de agosto

    Durante o mês de agosto, aproveite os intervalos da praia para visitar as exposições presentes na Casa Manuel Teixeira Gomes. A entrada é gratuita.

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    Reutilização de Manuais Escolares

    Julho a setembro

    A Câmara Municipal de Portimão volta a aderir mais uma vez à campanha de recolha de manuais escolares com o objetivo de fomentar a reutilização dos mesmos por crianças e jovens estudantes.

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    VAIVÉM Oceanário chega a Portimão

    17 a 25 agosto

    Através de atividades lúdico-pedagógicas gratuitas, todos os participantes estão convidados a «juntar-se ao movimento» e conhecer o impacto que o oceano tem no dia a dia, percebendo como se pode contribuir para a sua conservação através da alteração de comportamentos

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    Taça do Algarve Triplete Masculina - Doublete Femina

    25 de agosto

    A Taça de Petanca do Algarve realiza-se na zona ribeirinha de Portimão e volta a reunir muitos aficionados da petanca.

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    Exposição "João César, A Magia do Acordeão"

    17 de agosto a 24 de novembro

    No dia 17 de agosto, pelas 18h00, inaugura no Museu de Portimão a Exposição “João César, A Magia do Acordeão”, uma homenagem da Câmara Municipal de Portimão e do Executivo da Junta de Freguesia de Portimão ao acordeonista portimonense, que começou a tocar aos 16 anos a solo, e também em conjuntos musicais por todo o país.

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    Exposição "Luz de Mulher, Sorolla, 100 Anos Depois"

    24 de agosto a 29 de setembro

    A exposição “Luz de mulher, Sorolla, 100 anos depois” estará aberta ao público de 24 de agosto a 29 de setembro no Museu de Portimão. Esta é uma iniciativa de homenagem ao pintor Joaquín Sorolla, realizada por mulheres pintoras com ligação a Ayamonte, 100 anos depois do artista pintar o conhecido quadro “Ayamonte, a pesca do atum”.

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    Festival de Acordeão João César

    24 de agosto

    5ª Festival de Acordeão João César- uma homenagem ao artista portimonense e ícone da música no Algarve

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Ao tomar conhecimento do falecimento da Senhora Isaura Assunção da Silva Borges Coelho, distinguida no passado dia 11 de Dezembro, Dia da Cidade de Portimão, com o título de cidadã benemérita e com a Medalha de Honra do Município de Portimão, vem a Câmara Municipal de Portimão manifestar publicamente um voto sentido de pesar e de respeito profundo, muito sincero, pela memória de tão ilustre portimonense, apresentando à família enlutada as sentidas condolências.

Breve biografia de Isaura Assunção Silva Borges Coelho
Foi uma das grandes figuras da resistência ao fascismo e da luta das mulheres pela democracia, liberdade e igualdade de direitos, em Portugal.
Em 2002, o Presidente da República, Jorge Sampaio, atribui-lhe a condecoração da Ordem da Liberdade.
Nascida em Portimão, em 1926, cedo revelaria a sua coragem e amor pelo próximo. Tinha 11 anos quando, na Praia do Vau, salvou de afogamento uma menina um ano mais velha. Aos 16 anos, na passagem de nível da estrada de Monchique, saltou para a linha de comboio, despindo a blusa vermelha para dar o alerta, conseguindo evitar o embate da automotora contra uma mula e a carroça, o que lhe valeu um processo judicial.
Entre 1949 e 1952, frequentou a Escola de Enfermagem Artur Ravara.
Começou a exercer a profissão no Hospital dos Capuchos. As condições de trabalho eram árduas, as enfermeiras obrigadas a turnos de 12 horas, que iam muitas vezes até às 24 horas, e a trinta velas de 12 horas, com apenas uma folga semanal. Cedo Isaura se colocou à frente da sua luta pela melhoria das condições de trabalho e dos cuidados de saúde nos hospitais.
Quando doze das suas colegas enfermeiras do Hospital Júlio de Matos, foram despedidas, por terem casado sem autorização, encabeçou um abaixo-assinado a Salazar, ao Cardeal Cerejeira e ao Enfermeiro-mor dos hospitais. Recolheu centenas de assinaturas para exigir a liberdade de casamento para as enfermeiras. (Recorde-se que o decreto-lei nº 28794, de 1 de Julho de 1938, estabelecia no artigo 60 que «Nos lugares dos serviços de enfermagem e domésticos (serviço interno) a preencher por pessoal feminino, só poderão de futuro ser admitidas mulheres solteiras e viúvas, sem filhos, as quais serão substituídas logo que deixem de verificar-se estas condições». A proibição do casamento das enfermeiras só terminaria, depois de longa luta, com a publicação do decreto nº 44923, de Março de 1963.)
Adere ao Movimento de Unidade Democrática (MUD). Em 1953, durante a campanha para as eleições para a Assembleia Nacional, quando se dirigia para a sede do MUD Juvenil (aos Anjos, Lisboa) é presa juntamente com outros jovens, posteriormente libertados. Ficou em prisão preventiva por dinamizar do “movimento das enfermeiras”.
A “casamenteira”, como jocosamente a PIDE a apelidava, foi sujeita ao regime de isolamento, brutalmente espancada e arrastada pelos cabelos, na presença do seu advogado, Dr. Lopes Correia, também violentamente agredido pela PIDE.
A marcação do julgamento desencadeou um amplo movimento de protesto. Foram distribuídos panfletos e tarjetas contra a prisão arbitrária e a violência, sendo exigindo “Liberdade para Isaura” nas paredes de Lisboa.
Em Junho de 1954, o MUD Juvenil, num dos seus comunicados, denunciava a situação: “Com Isaura Silva, no banco dos réus, estão as enfermeiras e a juventude de Portugal”.
No Tribunal Plenário, durante o julgamento, a PIDE ocupou a quase totalidade dos lugares do público, não conseguindo impedir que fosse saudada por muitos populares e recebido um cravo branco de uma enfermeira. Entre as testemunhas de defesa, estava o poeta Alexandre O’Neil, a escritora Maria Lamas, o engenheiro Veiga de Oliveira e Maria Isabel Aboim Inglês.
Passou quatro anos na prisão. Tinha sido condenada ”apenas” a dois anos de prisão maior, à perda de direitos políticos por quinze anos e a «medidas de segurança» prorrogáveis, por “pertencer ao MUD Juvenil e fazer a sua apologia, por ter acusado a PIDE de infligir torturas morais e físicas aos presos, por ter exigido condições mínimas para o trabalho nos hospitais, por ter protestado contra o facto de as enfermeiras não poderem casar”.
Chegou a pesar trinta quilos, esteve às portas da morte, sendo internada no Hospital de Santa Marta e no Hospital de Santa Maria, onde colheu a solidariedade de médicos e enfermeiros. Ligada a este movimento das enfermeiras, foi também presa a sua irmã Hortênsia da Silva Campos Lima, casada com o advogado que viria a estabelecer-se em Portimão, Manuel Campos Lima.
Libertada em 1956, a sua ação na resistência contra a ditadura fascista não abrandou. Foi-lhe fixada residência em Portimão, na casa dos pais. Era permanentemente vigiada pela PIDE, tal como os seus familiares e amigos.
Após um ano de residência fixa, foi autorizada a regressar a Lisboa. Esteve em formação no Instituto Português de Oncologia, com o Professor Gentil Martins. Admitida na Liga dos Hospitais onde desenvolveu um trabalho muito elogiado, dela acabou por ser expulsa pelo almirante Henrique Tenreiro, que dominava a Liga, quando soube, pela PIDE, do passado de resistência antifascista de Isaura.
Impedida de trabalhar nos hospitais públicos, com a ajuda do Professor Pulido Valente e do Dr. Pedro Monjardino, conseguiu trabalho numa clínica particular. Só depois de muito protestar e lutar, entrou no Curso de Puericultura e Partos da Maternidade Alfredo da Costa, sendo admitida como enfermeira eventual.
Após o 25 de Abril, recusou o cargo de enfermeira-chefe dos Hospitais Civis de Lisboa, mantendo-se como enfermeira de 2ª classe, na Maternidade Alfredo da Costa. Subiu a enfermeira de 1ª e a enfermeira-chefe. Tirou o Curso de Enfermagem Pediátrica e Saúde Infantil. Exerceu, até à reforma, o cargo de enfermeira-chefe do Serviço de Prematuros da Maternidade Alfredo da Costa, onde foi igualmente delegada sindical dos enfermeiros.
Viria a casar no Forte de Peniche com António Borges Coelho, que estava a cumprir pena de prisão onde esteve seis anos, seis meses dos quais em total isolamento. Deste casamento nasceria a única filha de ambos.
António Borges Coelho é uma das grandes personalidades da democracia e da cultura em Portugal, catedrático jubilado da Universidade de Lisboa, historiador, poeta, romancista, com uma obra monumental na área da investigação histórica, continua a publicar a sua História de Portugal, da qual já saíram vários volumes.

 

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