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    Viva o Carnaval em Portimão

    8 a 25 de fevereiro

    Portimão volta a brincar ao Carnaval através de um vasto conjunto de iniciativas, dos bailes e concursos de máscaras aos desfiles e cortejos, prometendo divertir toda a gente, numa organização da Câmara de Portimão e das Juntas de Freguesia de Alvor, Mexilhoeira Grande e Portimão, com o relevante contributo do movimento associativo, ou não fosse esta uma festa de profundo cariz popular.

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    Ateliers na Quinta Pedagógica

    Fevereiro

    Marque já na sua agenda os ateliers de fevereiro. As inscrições deverão ser efetuadas na receção da Quinta Pedagógica, cerca de 15 minutos antes do início da atividade, sendo validadas mediante o pagamento e por ordem de chegada.

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    Música p’ra nanar na Biblioteca

    8 fevereiro, 14 março, 4 abril e 13 junho

    Nestas sessões de música pretende-se proporcionar à criança momentos lúdicos que o irão preparar para futuramente entender melhor a música, expressando as suas próprias ideias musicais de forma autónoma e independente.

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    Apresentação do livro "A Vivência da pobreza no universo dos centros sociais da AMI"

    27 de fevereiro

    Este livro resultou de uma investigação que teve como objetivo principal percecionar a imagem vivenciada da pobreza no universo da população apoiada pela Ação Social da AMI em Portugal.

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    Clube de Escrita Criativa para Jovens

    24 janeiro, 21 fevereiro e 6 e 20 de março 2020

    Este clube de escrita criativa tem como objetivo fomentar desde cedo nos jovens o prazer pela escrita. Será um espaço de troca de experiências e criações literárias em que o gosto pela leitura será também bem marcado.

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    Apresentação do livro “Nunca Pares” de Emanuel Mendes

    21 de fevereiro

    A presente obra retrata uma série de Caminhos de Santiago e de Fátima percorridos pelo autor. Ao longo da obra os diversos capítulos abordam a descrição de como surgiu a ideia de percorrer estes caminhos, uma breve abordagem histórica, a simbologia associada ao Caminho de Santiago, o planeamento e os ensinamentos aprendidos e experiências trocadas.

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    Apresentação do livro - "Histórias do Fogo - Relatos de Heróis com Rosto"

    22 de fevereiro

    Este livro pretende contar o que sucedeu nas horas do grande incêndio de 15 de Outubro de 2017 e nos dias que as seguiram, e também o que mudou para todo o sempre na nossa paisagem interior. O seu propósito é o de retratar experiências de testemunhas focadas no que de positivo este evento nos trouxe, nomeadamente a capacidade humana de entrega a algo que nos suplanta.

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    Histórias na Quinta

    22 de fevereiro

    Como novidade nos ateliês, a Quinta Pedagógica irá iniciar uma nova atividade de sábado, as “Histórias na Quinta”, onde a Biblioteca Municipal vem à Quinta ler histórias.

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    Músicas às Terças | Audições comentadas por João Miguel Cunha

    Janeiro a março 2020

    De forma a abordar temas que despertem o público para uma audição mais consciente da música, João Miguel Cunha propõe-se comentar semanalmente obras de grandes compositores, com o suporte de vídeo e áudio. Os assistentes serão exortados a colaborar, colocando perguntas ou expressando ideias ou emoções, no sentido de se criar uma verdadeira tertúlia.

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    Exposição da 19ª Corrida Fotográfica de Portimão

    7 de dezembro a 12 de abril 2020

    A exposição dos trabalhos premiados da 19ª Corrida Fotográfica de Portimão, maior maratona fotográfica a sul do Tejo – bem como a entrega dos prémios aos vencedores, está marcada para sábado, dia 7 de dezembro, às 17h00, no Museu de Portimão e estará integrado no programa oficial das Comemorações do Dia da Cidade de Portimão.

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    Exposição "Estuários" de Arlindo Arez

    Até 23 de fevereiro

    Nesta exposição, o público tem a oportunidade de experienciar o trabalho desenvolvido recentemente por Arlindo Arez, artista conterrâneo e contemporâneo, de reconhecimento internacional. O tema da exposição - ESTUÁRIOS - pretende enquadrar estes trabalhos, abstratos, por conceção, numa linhagem histórica de pintura de paisagem, reinterpretada, como é claro, num registo identificável numa corrente de Expressionismo Abstrato.

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    Start Work V

    5, 6 e 7 de março

    A “Start Work” volta a reunir empresas e instituições públicas e privadas da região, com atendimento presencial aos visitantes, num certame que visa promover a divulgação de ofertas de emprego e estágios profissionais, programas e medidas de apoio ao investimento, formação profissional, ensino secundário regular e profissionalizante e ensino superior, disponibilizadas por empresas e instituições de ensino públicas e privadas, politécnicas e universitárias existentes no município e região do Algarve.

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    Em fevereiro na Casa Manuel Teixeira Gomes

    08 a 28 de fevereiro

    Em fevereiro retomam as sessões do A Casa (Con)Vida às quintas. Aproveite para visitar também as três exposições presentes até ao final do mês e assista ao concerto Madrigal Renascentista, pela Academia de Música de Portimão.

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    Santa Mãezinha"

    7 de março

    Um conjunto de peripécias toma conta da vida destas quatro pessoas durante uma noite inesquecível para eles e todo o público que os visitar. Noémia Costa encabeça o elenco a dar vida a Helena, a sogra que ninguém gostaria de ter, mas que todos desejam ver. Uma comédia à portuguesa, original de Renato Pino, que é também o responsável pela encenação do espectáculo.

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    Paulinho Lêmos: Saudades do Brasil em Portugal

    22 de fevereiro

    O Corvo e a Raposa Associação Cultural, em parceria com o Município de Portimão, promove o concerto de Carnaval “Saudades do Brasil em Portugal”, com um ensemble de músicos portugueses e brasileiros residentes na região algarvia, como Vasco Ramalho na marimba, liderados pelo prestigiado músico brasileiro Paulinho Lêmos, residente em Portugal desde 1988.

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Ao tomar conhecimento do falecimento da Senhora Isaura Assunção da Silva Borges Coelho, distinguida no passado dia 11 de Dezembro, Dia da Cidade de Portimão, com o título de cidadã benemérita e com a Medalha de Honra do Município de Portimão, vem a Câmara Municipal de Portimão manifestar publicamente um voto sentido de pesar e de respeito profundo, muito sincero, pela memória de tão ilustre portimonense, apresentando à família enlutada as sentidas condolências.

Breve biografia de Isaura Assunção Silva Borges Coelho
Foi uma das grandes figuras da resistência ao fascismo e da luta das mulheres pela democracia, liberdade e igualdade de direitos, em Portugal.
Em 2002, o Presidente da República, Jorge Sampaio, atribui-lhe a condecoração da Ordem da Liberdade.
Nascida em Portimão, em 1926, cedo revelaria a sua coragem e amor pelo próximo. Tinha 11 anos quando, na Praia do Vau, salvou de afogamento uma menina um ano mais velha. Aos 16 anos, na passagem de nível da estrada de Monchique, saltou para a linha de comboio, despindo a blusa vermelha para dar o alerta, conseguindo evitar o embate da automotora contra uma mula e a carroça, o que lhe valeu um processo judicial.
Entre 1949 e 1952, frequentou a Escola de Enfermagem Artur Ravara.
Começou a exercer a profissão no Hospital dos Capuchos. As condições de trabalho eram árduas, as enfermeiras obrigadas a turnos de 12 horas, que iam muitas vezes até às 24 horas, e a trinta velas de 12 horas, com apenas uma folga semanal. Cedo Isaura se colocou à frente da sua luta pela melhoria das condições de trabalho e dos cuidados de saúde nos hospitais.
Quando doze das suas colegas enfermeiras do Hospital Júlio de Matos, foram despedidas, por terem casado sem autorização, encabeçou um abaixo-assinado a Salazar, ao Cardeal Cerejeira e ao Enfermeiro-mor dos hospitais. Recolheu centenas de assinaturas para exigir a liberdade de casamento para as enfermeiras. (Recorde-se que o decreto-lei nº 28794, de 1 de Julho de 1938, estabelecia no artigo 60 que «Nos lugares dos serviços de enfermagem e domésticos (serviço interno) a preencher por pessoal feminino, só poderão de futuro ser admitidas mulheres solteiras e viúvas, sem filhos, as quais serão substituídas logo que deixem de verificar-se estas condições». A proibição do casamento das enfermeiras só terminaria, depois de longa luta, com a publicação do decreto nº 44923, de Março de 1963.)
Adere ao Movimento de Unidade Democrática (MUD). Em 1953, durante a campanha para as eleições para a Assembleia Nacional, quando se dirigia para a sede do MUD Juvenil (aos Anjos, Lisboa) é presa juntamente com outros jovens, posteriormente libertados. Ficou em prisão preventiva por dinamizar do “movimento das enfermeiras”.
A “casamenteira”, como jocosamente a PIDE a apelidava, foi sujeita ao regime de isolamento, brutalmente espancada e arrastada pelos cabelos, na presença do seu advogado, Dr. Lopes Correia, também violentamente agredido pela PIDE.
A marcação do julgamento desencadeou um amplo movimento de protesto. Foram distribuídos panfletos e tarjetas contra a prisão arbitrária e a violência, sendo exigindo “Liberdade para Isaura” nas paredes de Lisboa.
Em Junho de 1954, o MUD Juvenil, num dos seus comunicados, denunciava a situação: “Com Isaura Silva, no banco dos réus, estão as enfermeiras e a juventude de Portugal”.
No Tribunal Plenário, durante o julgamento, a PIDE ocupou a quase totalidade dos lugares do público, não conseguindo impedir que fosse saudada por muitos populares e recebido um cravo branco de uma enfermeira. Entre as testemunhas de defesa, estava o poeta Alexandre O’Neil, a escritora Maria Lamas, o engenheiro Veiga de Oliveira e Maria Isabel Aboim Inglês.
Passou quatro anos na prisão. Tinha sido condenada ”apenas” a dois anos de prisão maior, à perda de direitos políticos por quinze anos e a «medidas de segurança» prorrogáveis, por “pertencer ao MUD Juvenil e fazer a sua apologia, por ter acusado a PIDE de infligir torturas morais e físicas aos presos, por ter exigido condições mínimas para o trabalho nos hospitais, por ter protestado contra o facto de as enfermeiras não poderem casar”.
Chegou a pesar trinta quilos, esteve às portas da morte, sendo internada no Hospital de Santa Marta e no Hospital de Santa Maria, onde colheu a solidariedade de médicos e enfermeiros. Ligada a este movimento das enfermeiras, foi também presa a sua irmã Hortênsia da Silva Campos Lima, casada com o advogado que viria a estabelecer-se em Portimão, Manuel Campos Lima.
Libertada em 1956, a sua ação na resistência contra a ditadura fascista não abrandou. Foi-lhe fixada residência em Portimão, na casa dos pais. Era permanentemente vigiada pela PIDE, tal como os seus familiares e amigos.
Após um ano de residência fixa, foi autorizada a regressar a Lisboa. Esteve em formação no Instituto Português de Oncologia, com o Professor Gentil Martins. Admitida na Liga dos Hospitais onde desenvolveu um trabalho muito elogiado, dela acabou por ser expulsa pelo almirante Henrique Tenreiro, que dominava a Liga, quando soube, pela PIDE, do passado de resistência antifascista de Isaura.
Impedida de trabalhar nos hospitais públicos, com a ajuda do Professor Pulido Valente e do Dr. Pedro Monjardino, conseguiu trabalho numa clínica particular. Só depois de muito protestar e lutar, entrou no Curso de Puericultura e Partos da Maternidade Alfredo da Costa, sendo admitida como enfermeira eventual.
Após o 25 de Abril, recusou o cargo de enfermeira-chefe dos Hospitais Civis de Lisboa, mantendo-se como enfermeira de 2ª classe, na Maternidade Alfredo da Costa. Subiu a enfermeira de 1ª e a enfermeira-chefe. Tirou o Curso de Enfermagem Pediátrica e Saúde Infantil. Exerceu, até à reforma, o cargo de enfermeira-chefe do Serviço de Prematuros da Maternidade Alfredo da Costa, onde foi igualmente delegada sindical dos enfermeiros.
Viria a casar no Forte de Peniche com António Borges Coelho, que estava a cumprir pena de prisão onde esteve seis anos, seis meses dos quais em total isolamento. Deste casamento nasceria a única filha de ambos.
António Borges Coelho é uma das grandes personalidades da democracia e da cultura em Portugal, catedrático jubilado da Universidade de Lisboa, historiador, poeta, romancista, com uma obra monumental na área da investigação histórica, continua a publicar a sua História de Portugal, da qual já saíram vários volumes.

 

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