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26.05.2020

Três das dez bocas-de-fogo do século XVII, recentemente classificadas como “Tesouro Nacional” pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), encontram-se expostas no Museu de Portimão, sendo provenientes da recolha arqueológica subaquática realizada entre 1993 e 2006 na foz do rio Arade, junto à Ponta do Altar.

Os outros sete exemplares estão em tratamento e depósito no Centro Nacional de Arqueologia Subaquática da DGPC, em Lisboa, evidenciando esta classificação uma importância cultural de significado relevante para Portugal, nomeadamente refletindo valores de memória, autenticidade e singularidade histórica.

De referir que estas dez “colubrinas bastardas”, agora qualificadas como bem de interesse nacional ou “Tesouro Nacional”, são associadas ao contexto de naufrágio de um navio, eventualmente ao serviço da coroa espanhola, que terá ocorrido durante o período da União Ibérica, entre 1580 e 1640.

Ainda que encontrados de forma dispersa, os dez canhões são considerados das mais significativas coleções de artilharia do século XVII, representando um importante testemunho da navegação transoceânica da época e da passagem pela costa portuguesa das rotas de ligação entre Espanha e os seus territórios ultramarinos.

Os três valiosos canhões podem ser vistos no Museu de Portimão, integrando a exposição permanente “Portimão – Território e Identidade”, no seguinte horário: terça-feira, das 14h30 às 18h00 e de quarta-feira a domingo entre as 10h00 e as 18h00. Entrada livre aos domingos das 10h00 às 14h00.

A presente classificação como “Tesouro Nacional”, aprovada pela Seção de Museus, da Conservação e Restauro e do Património Cultural (SMUCRI) do Conselho Nacional de Cultura, e publicada em Diário da República no passado dia 10 de março, vem reforçar e acrescentar qualidade patrimonial à região algarvia.

Com esta atribuição, o Algarve passa a ter três “Tesouros Nacionais”: os canhões do Rio Arade-Ponta do Altar, no Museu de Portimão; o mosaico romano do Deus Oceano, no Museu de Faro; e as atas dos séculos XIV e XIV, do Arquivo de Loulé.

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