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9.06.2021

No passado dia 5 de junho, teve lugar um simulacro de incêndio de grandes dimensões na freguesia da Mexilhoeira Grande, concelho de Portimão, que constituiu o cenário para treinar bombeiros de toda a região algarvia e testar a sua capacidade operacional.

O importante exercício, de que Portimão foi o município anfitrião, desenrolou-se com base num quadro fictício de condições adversas, propicio à rápida propagação de incêndios rurais, com temperaturas elevadas, terreno sinuoso e baixa humidade relativa do ar.

Este treino operacional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) do Algarve visou o aprontamento para o período de maior empenhamento que se avizinha e que coincide com o aumento do risco de incêndio.

A escolha, de entre os locais identificados no recentemente atualizado Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) com maior perigosidade de incêndio no concelho, representou um desafio às reconhecidas competências dos diversos atores nos níveis de coordenação, comando e controlo do dispositivo operacional dos bombeiros, bem como dos mecanismos de sustentação logística da Proteção Civil Municipal.

A presidente da Câmara, Isilda Gomes, acompanhada do comandante regional de Emergência e Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto, visitou o Posto de Comando Operacional estabelecido no Kartódromo Internacional do Algarve, órgão diretor das operações que ocorriam simultaneamente no terreno, onde participaram equipas de intervenção de todo o barlavento algarvio, bem como uma equipa de Posto de Comando que integrou elementos dos diversos corpos de combeiros do Algarve e técnicos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Com um balanço considerado “muito positivo” no que concerne ao processo de lições aprendidas, os soldados da paz algarvios passaram por seis exercícios setoriais que permitiram experiências em contexto formativo e que abordaram temas como a aplicação de protocolos de segurança no combate a incêndios rurais, comunicações de emergência, condução fora de estrada, técnicas e manobras de extinção de incêndios em espaços naturais, sendo ainda replicados cenários extremos que desfiaram as competências das mais de três dezenas de chefes de equipa participantes.

O Município de Portimão disponibilizou uma máquina de rastos para promover ainda o treino da interoperabilidade entre estes recursos fundamentais e as equipas de intervenção terrestre.

No presente ano já foram realizados três testes setoriais ao Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Portimão, num momento em que se opera uma revisão ao conteúdo deste documento estratégico, enquanto instrumento de apoio à decisão.

Os sistemas de informação geográfica estiveram também em foco nesta dimensão da resposta no âmbito da proteção civil e socorro, com o empenhamento das unidades de apoio técnico do Serviço Municipal de Proteção Civil, nomeadamente o Gabinete Técnico Florestal.

No briefing realizado pela equipa de posto de comando regional a Isilda Gomes, enquanto Autoridade Municipal de Proteção Civil, foi destacada a importância do investimento dos últimos anos em trabalhos efetivos de defesa da floresta contra incêndios, com destaque para as faixas de gestão combustíveis (que contribuíram para o plano estratégico de ação do comandante das operações de socorro), a implementação do programa “Aldeias Seguras, Pessoas Seguras” e a beneficiação de caminhos e pontos de água que concorrem para a ação dos meios operacionais, entre outras medidas da estratégia municipal neste âmbito.

 

Forte investimento municipal

Até ao final do mês de junho, em antecipação ao período crítico de defesa da floresta contra incêndios (habitualmente entre 1 de julho e 30 de setembro), está prevista a conclusão de todos os trabalhos de prevenção estrutural, nomeadamente, 180 ha de faixas de gestão de combustível associadas à rede viária (10 metros para cada lado), 114 ha de rede primária (com uma largura de 125 metros), 60 ha de terrenos municipais, 250 ha de substituição de proprietários incumpridores, 24 km de recuperação/criação de caminhos de terra batida e aceiros, bem como o melhoramento na acessibilidade a três pontos de água mistos, para meios aéreos e terrestres.

A equipa de sapadores florestais, em conjunto com a equipa de intervenção dos bombeiros destacada na Senhora do Verde (local estratégico na freguesia da Mexilhoeira Grande) têm assegurado o acompanhamento de 1030 queimas realizadas desde 1 de janeiro, a par da prevenção operacional de vigilância e deteção precoce de incêndios rurais no concelho.

Sempre que o risco de incêndio o exija, são preposicionadas máquinas de rasto em locais estratégicos do espaço rural, obviando o tempo de reação a situações de incêndio, complementando a ação dos meios aéreos e meios terrestres em ataque inicial.

Fruto das lições aprendidas, e da dinâmica sociodemográfica, este ano serão incluídas mais duas localidades no programa “Aldeias Seguras, pessoas seguras”, designadamente Pereira e Arão, que até então estavam integrados com outras localidades. Durante a segunda quinzena de junho, serão levados a cabo simulacros para testar os planos de evacuação nas nove localidades abrangidas por esta iniciativa.

Projeto piloto no âmbito do SGIFR

O Município de Portimão é uma das seis autarquias do Algarve que integram o Grupo de Trabalho do Projeto-piloto do Algarve Barlavento no âmbito do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), criado para promover a organização, os recursos e a cadeia de processos no âmbito do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais (PNGIFR).

Um dos principais objetivos é estabelecer um modelo de governança, com vista à gestão operacional e eficiente do risco, através da implementação de ensaios, análises de resultados, processos de melhoria contínua e comunicação nas áreas afetas ao projeto-piloto. A comparação dos resultados do projetos-piloto com a anterior situação no território do barlavento algarvio permitirá avaliar a adequação do sistema e a eventual adoção de medidas mais adequadas por forma a potenciar a eficácia dos processos de trabalho e, consequentemente, o alcance das metas do PNGIFR.