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12.01.2022

No próximo dia 22 de janeiro, a partir das 16h00, a escritora luso-angolana Graça de Sousa apresentará na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes o seu novo romance “Pegadas na areia”, lançado em agosto último pela editora Chiado.

Segundo consta na contracapa do livro, as pegadas na areia que servem de título metafórico correspondem “a marcas da alma de quem se viu brutalmente desprovido de uma das maiores referências do Homem, obtida, não só à nascença, mas ao longo da vida - a nacionalidade - no sentido mais íntimo do termo, a que nasce da ligação genuína com uma terra, independentemente da outorga da legislação que determina, e vai variando com o tempo e a sabor de interesses dúbios, quem é nacional daqui ou dali.”

Também é referido que “essas marcas invisíveis não se apagam por mais fortes que sejam os ventos da história tal como apagar as pegadas na areia, não impedirá que tenham existido, o que à questão: quando o chamamento da terra é tão forte quanto a dor da separação, será possível encontrar o apaziguamento que permita aligeirar as marcas da alma? Será possível continuar a viver, e a sonhar, mesmo amputado de parte importante da própria identidade?!”

Pode ler-se igualmente que a obra “não tem pretensões académicas, embora trace um levantamento e apreciação de Angola nas suas várias dimensões: história, sociedade, economia, geografia e política, abordando em particular o período mais duro da colonização, com referências ao trabalho forçado, o início da luta armada pela independência, o 25 de Abril, a transição para a independência, a guerra civil e a atualidade, através da abordagem frontal dos problemas que foram marcando a história do país e as vivências” dos personagens criados pela autora.

Com dupla nacionalidade, angolana e portuguesa, Graça de Sousa nasceu em Sá da Bandeira, atual Lubango, no ano de 1946, descendente de família que aí se radicou a partir do século XIX, tendo igualmente uma profunda ligação a Portugal, onde viveu por diversos períodos.

“Pegadas na areia” é o seu terceiro livro, após “Bandeira a meia haste”, assinado sob o pseudónimo Suzana Benje, que funcionou como “o desabafo necessário para poder tentar outros voos no âmbito da ficção”, a que se seguiu “A valsinha”, livro de contos em que o palco é o Algarve, particularmente a cidade de Portimão, onde reside há vários anos.