Portimão integra projeto-piloto de estímulo à atividade física

Portimão é um dos 14 municípios integrantes de um projeto-piloto que, ao longo dos próximos 12 meses, testará o novo modelo de recomendação de atividade física no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Esta iniciativa da Direção-Geral da Saúde (DGS) arrancou no passado dia 24 de janeiro e visa proceder à avaliação dos ganhos em saúde para a população e o custo-efetividade do modelo preconizado pelo SNS, sendo uma das medidas constantes na programação de Portimão – Cidade Europeia do Desporto 2019.

A cerimónia pública de lançamento do projeto-piloto decorreu na Câmara Municipal de Lisboa, tendo sido também apresentada a visão e atividades em curso dentro dos principais eixos estratégicos do Programa Nacional de Promoção de Atividade Física da DGS. Foi assim assinalado o fecho do primeiro de dois dias de formação a mais de 50 profissionais que estarão diretamente envolvidos na sua implantação e avaliação.

Na ocasião foram assinados os protocolos do Programa “Diabetes em Movimento”, que visa dinamizar o programa de atividade física para utentes com diabetes tipo 2. Para além de Portimão, estarão envolvidas unidades de cuidados de saúde primários nos concelhos de Condeixa, Leiria, Lisboa, Loulé, Maia, Oeiras, Porto, Redondo, Soure, Torres Vedras, Valongo e Vila Franca de Xira, assim como uma unidade hospitalar do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho. Serão abrangidos cerca de 3500 utentes, devidamente acompanhados por uma centena de profissionais de saúde.

CONSULTA MULTIDISCIPLINAR

Uma das peças-chave neste modelo é a criação de consultas de atividade física nos cuidados de saúde primários, que terão como destinatários, nesta fase piloto, utentes com diabetes tipo 2 e depressão, os quais serão encaminhados pelo seu médico de família e acompanhados ao longo de seis meses. Esta consulta multidisciplinar, coordenada por um médico com formação em medicina desportiva, em colaboração estreita com um profissional de exercício físico, poderá ainda contar, consoante as necessidades e recursos locais, com o apoio de nutricionistas, enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos.

O aumento da atividade física em utentes com doença crónica será feito através do estabelecimento de um plano individual que o paciente poderá seguir em autonomia, ou encaminhamento para participação num programa de exercício físico estruturado e supervisionado.

O modelo engloba também a realização de aconselhamento breve sobre atividade física por todos os profissionais de saúde e para todos os utentes sem contraindicações para a prática, com recurso a ferramentas informáticas desenvolvidas para o efeito, bem como o estabelecimento de uma melhor articulação entre o SNS e os recursos promotores de atividade física na comunidade, tais como programas de atividade física promovidos pelos municípios e juntas de freguesia e equipamentos existentes, como por exemplo, ciclovias e vias pedonais.

 

 

 

 

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