Proteção Civil testou resposta a acidente no Aeródromo Municipal de Portimão

124 operacionais e 53 veículos testaram no expoente máximo a capacidade de resposta a um acidente com uma aeronave.

Esta quarta-feira de manhã, 7 de fevereiro, um cenário fictício de acidente com uma aeronave testou, à escala total e em tempo real, a capacidade resposta interna e externa a um acidente aéreo grave no Aeródromo Municipal de Portimão.

Mais de uma centena de operacionais, entre eles elementos dos Bombeiros, do Serviço Municipal de Proteção Civil, da Autoridade Nacional de Proteção Civil, da Cruz Vermelha Portuguesa, militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), agentes da Policia de Segurança Pública (PSP), técnicos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), e de diversas unidades orgânicas da autarquia, entre outros, suportados por um total de 53 meios técnicos envolvidos neste exercício, testaram o Plano de Emergência Interno do Aeródromo, previsto no Plano de Atividades do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) de Portimão e, simultaneamente, validaram operacionalmente o Plano Prévio de Intervenção da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), que enquadra a resposta regional externa a um acidente deste género nesta infraestrutura aeronáutica.

O exercício denominado “AERO PORTIMÃO´18”, e que durou aproximadamente três horas, tinha como cenário o despenhamento de uma aeronave à entrada da pista de aterragem do aeródromo, na qual seguiam 20 pessoas a bordo e, no momento da colisão com o solo, a aeronave ainda possuía 1600 litros de combustível no depósito. Da queda resultou um incêndio, destroços dispersos com várias vítimas encarceradas e três mortos, dez feridos graves, quatro feridos leves, tendo três sinistrados saído ilesos. A partir deste cenário, foram tomadas as devidas providências e testadas as capacidades de resposta dos vários elementos e entidades que concorrem para as operações de proteção e socorro num acidente desta natureza, passando pelos procedimentos de alerta, mobilização e despacho até à plena operacionalização do Sistema de Gestão Operações (SGO) numa intervenção em situação de exceção.

Finda a simulação, e em Hot Debriefing, foi unânime o balanço positivo por parte de todos os intervenientes, enaltecendo a pertinência e oportunidade deste exercício para não só rotinizar e aperfeiçoar procedimentos, mas sobretudo para identificar limitações ou constrangimentos que possam ser supridos no futuro, estando, ainda, marcadas reuniões setoriais de avaliação ao longo dos próximos dias, culminando este exercício com uma sessão de lições aprendidas, no dia 21 de fevereiro, nas instalações do Centro Municipal de Proteção Civil e Operações de Socorro de Portimão.

De referir que marcaram ainda presença neste exercício membros da Autoridade Marítima Nacional, Centro Hospitalar do Algarve, Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, bem como elementos do Agrupamento de Portimão do Corpo Nacional de Escutas e alunos da Escola Secundária Poeta António Aleixo, que foram os figurantes de sinistrados.

 

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