
Município cede à Universidade do Algarve terreno com três hectares para construção de Campus de Portimão
22-01-25
O Presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila, e o Reitor da Universidade do Algarve, Paulo Águas, assinaram ontem, dia 21 de janeiro, no edifício Al-Faghar, o Protocolo que define os termos de colaboração entre as duas entidades públicas com vista à construção do futuro Campus Universitário, na zona do Barranco do Rodrigo.
O documento agora firmado permite que o Município ceda gratuitamente um terreno com 30.000 m², no Barranco do Rodrigo, em troca de um terreno na Bemposta, que no passado tinha sido cedido à Universidade do Algarve. Esta medida vai permitir a construção do Campus pela Academia, mas também que a Câmara Municipal modernize o parque escolar e reforce a oferta educativa local.
A sessão contou com a presença dos membros do executivo municipal, de Isabel Guerreiro, presidente da Assembleia Municipal de Portimão, diversos representantes das entidades envolvidas, entre os quais José Pacheco, vice-presidente da CCDR do Algarve, representantes dos Agrupamentos Escolares do concelho, e autarcas de várias forças políticas.
Na cerimónia, Álvaro Bila destacou a importância deste dia para todos aqueles que trabalharam e aprovaram o protocolo. "Este é um terreno do Município, com cerca de 38 hectares, dos quais cedemos cerca de 30.000 metros quadrados à Universidade para a construção do Campus, projeto que tem sido trabalhado em colaboração pela Câmara Municipal, pela Universidade do Algarve e CCDR do Algarve. O Campus Universitário de Portimão já deveria ter sido feito e, por isso, comprometo-me aqui com o objetivo de tornar este projeto uma realidade no final de 2028."
O autarca assegura ainda que vai dar continuidade ao papel ativo na concretização deste projeto e sublinha que a Câmara Municipal vai assegurar as infraestruturas necessárias, apoio técnico e a colaboração em todas as etapas que decorrem até à inauguração do espaço. Destacou também que este é um esforço coletivo, que envolve várias entidades e que é encarado como uma mais valia para toda a região, sobretudo para o Barlavento algarvio.
Por sua vez, Paulo Águas, na sua intervenção, reforçou a importância da concretização deste Campus em Portimão. "Importa agora olhar para o futuro, porque na situação em que estávamos não o tínhamos. Neste momento, o espaço que temos não permite aumentar a atividade. Temos atualmente um CTeSP, numa parceria com o Instituto Superior de Engenharia com a Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo, três licenciaturas que funcionam em regime diurno e noturno, e um mestrado. São cerca de 400 estudantes. Um número reduzido", descreveu o Reitor.
Entre 2008 e 2010, a academia ultrapassou as seis centenas de alunos, situação que, para o responsável, não será possível nas atuais condições. "Nas próximas décadas, vamos continuar a necessitar de qualificar, de continuar a criar conhecimento. Há 30 anos lançámos uma semente, que não permitiu logo criar um tronco. No entanto, este projeto permitirá. Nos três anos seguintes à conclusão do edifício, ambicionamos chegar aos 1500 estudantes no Campus, aos quais acrescem professores e funcionários. Julgo que o impacto que teremos na cidade, não só económico, mas também social e cultural, será muito importante", revelou.
Paulo Águas referiu ainda as assimetrias que as famílias do Barlavento sentem, o que se traduz em uma elevada percentagem de estudantes deslocados ou uma taxa mais elevada de alunos que concluem o ensino secundário e não seguem o percurso do ensino superior. Para o responsável é de saudar o trabalho conjunto que está a ser realizado, incluindo o da CCDR para que sejam alocadas verbas do Programa 2030 para a construção deste Campus.
"Esta cedência é feita, obviamente, tendo consciência que se a Universidade não cumprir, o espaço retornará ao Município de Portimão, mas seguramente não será isso que irá acontecer", afirmou Paulo Águas.
Piscina, creche com lar e parque verde ocupam restante espaço
"Vai ser feita uma piscina municipal, uma creche com lar e, de resto, vai ser construído o maior parque urbano de Portimão. Quem conhece este grande terreno e sabe o que ali se situava, saberá que hoje é um dia marcante, porque vamos gerar valor e conhecimento.
Recorde-se que naquele espaço esteve prevista uma superfície comercial, tendo sido necessária a alteração do Plano de Pormenor e do Plano Diretor Municipal, situação que decorrerá em paralelo ao concurso para a elaboração do projeto do Campus Universitário, agilizando todo o processo.
"O Campus Universitário ficará situado numa zona a poente, no meio será a piscina municipal e, depois, no terreno virado a norte, vamos querer fazer a creche com o lar, sendo que primeiro ainda vamos efetuar as candidaturas a apoios, por isso não me comprometo já com datas. Iremos fazer também todas as infraestruturas do terreno", disse ainda o autarca.
Este projeto assume uma importância estratégica para a Câmara Municipal, pois permite diversificar e expandir a formação académica e profissional na cidade, com cursos que serão ajustados ao mercado de trabalho, mas também por dinamizará toda a economia local, com novos serviços, empresas e oportunidades de emprego. Por sua vez, o novo Campus foi planeado de forma a se integrar na malha urbana, promovendo um desenvolvimento sustentável e equilibrado da cidade, aos quais se juntam novos equipamentos, como por exemplo a piscina e a creche com lar, e um extenso parque urbano, que terá diversos pontos de lazer para toda a população.
No final, os convidados tiveram a oportunidade de visitar a exposição "Portimão 2034 - O Futuro em 100 Projetos", uma mostra que antecipa e reflete sobre os desafios e as oportunidades para o desenvolvimento do município.
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