“Filosofia na Cidade” 2026 convida Carlos Fiolhais a conversar sobre Inteligência Artificial
25-02-26
“A inteligência artificial e a nossa. O que é a inteligência?” é o tema escolhido por Carlos Fiolhais para a sua participação na edição deste ano da conferência “Filosofia na Cidade”, que terá lugar na sexta-feira, 6 de março, pelas 18h00, no Auditório do Museu de Portimão.
O reconhecido cientista e professor universitário vai abordar uma temática atual, sobre a qual muitas opiniões têm sido emitidas. Com entrada livre, este será um debate enriquecedor que terá como protagonista uma personalidade cujo percurso foi marcado pela dedicação ao ensino, pelas várias distinções que recebeu e também pela autoria de artigos científicos e livros.
As conferências “Filosofia na Cidade”, promovidas há mais de duas décadas pelo grupo desta disciplina da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, convidaram, ao longo destes anos, figuras proeminentes da cultura nacional para partilharem as suas perspetivas sobre as mais diversas temáticas.
Viriato Soromenho-Marques, António-Pedro de Vasconcelos, Frederico Lourenço, Pedro Cabrita Reis, Inês Thomas Almeida, Nuno Maulide ou Martim Sousa Tavares são apenas alguns dos exemplos dos conferencistas que se deslocaram a Portimão no âmbito desta iniciativa.
Destinado a todos aqueles, estudantes ou adultos, que são curiosos, valorizam o debate de ideias, o espírito crítico e a cidadania ativa, a “Filosofia na Cidade” pretende estabelecer conexões entre a filosofia e outras áreas do saber e das artes.
Sobre Carlos Fiolhais:
Carlos Manuel Batista Fiolhais nasceu em Lisboa no dia 12 de junho de 1956. Licenciado em Física na Universidade de Coimbra, em 1978, e doutorado em Física Teórica pela Universidade Goethe, em Frankfurt am Main (Alemanha), em 1982, é um dos cientistas e divulgadores de ciência mais conhecidos em Portugal e o mais citado fora do país.
Foi docente convidado em universidades de Portugal, Brasil e Estados Unidos, tendo sido, entre 2000 e 2021, ano em que se aposentou, professor catedrático de Física da Universidade de Coimbra.
Com 140 artigos científicos da sua autoria divulgados em revistas internacionais e mais de 450 artigos pedagógicos e de divulgação, publicou mais de 70 livros. Os mais conhecidos são os títulos “Física Divertida” e “Nova Física Divertida”.
Foi agraciado com vários prémios e distinções, entre os quais o Globo de Ouro em Ciência da SIC, a Ordem do Infante D. Henrique, mas também o Prémio Inovação do Fórum III Milénio e o Prémio Rómulo de Carvalho da Universidade de Évora, em 2006.
Foi ainda diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e fundador e diretor do Centro de Física Computacional da mesma academia, onde colaborou na instalação do maior computador português para cálculo científico. Criou e dirige o “Rómulo” - Centro de Ciência Viva da Universidade de Coimbra.
Em novembro de 2012 lançou, com grande sucesso, o livro “Pipocas com Telemóvel e outras histórias de falsa ciência”, em coautoria com David Marçal, onde desmistifica a ciência contando histórias de falsa ciência. Um vídeo que circula na internet e mostra milho a transformar-se em pipocas devido, alegadamente, à radiação de telemóveis deu mote a este desafio. A este propósito Carlos Fiolhais explica que "a falsa ciência assenta em equívocos acerca da natureza da ciência e do processo científico. Esclarecer esses equívocos é uma das maneiras de mostrar o que é a ciência".
Reconhecendo o seu mérito, a Câmara Municipal de Coimbra criou uma biblioteca com o seu nome e, atualmente, está também em funcionamento o Centro de Inovação Carlos Fiolhais (CICF), um Laboratório de Inovação Social com Tecnologia na Maia para alunos, professores, escolas e toda a comunidade. Um projeto que apresenta uma metodologia educativa inovadora que propõe experimentar, criar, falhar e voltar a tentar, através da utilização de robôs, apps, inteligência artificial, música, arte digital.

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