Mostra Escolar de Artes do Espetáculo volta a dar palco ao talento jovem no TEMPO
04-05-26
O mês de maio promete encher o TEMPO – Teatro Municipal de Portimão de emoções, com uma programação dedicada ao teatro que reúne jovens talentos locais e convida toda a comunidade a assistir.
Ao longo do mês, o TEMPO acolhe a Mostra Escolar de Artes do Espetáculo, uma celebração do talento jovem e da expressão artística em contexto escolar. Entre os dias 6 e 29 de maio, quatro agrupamentos do concelho sobem ao palco do Grande Auditório para apresentar o resultado de vários meses de trabalho criativo.
Este projeto artístico-pedagógico, já afirmado como uma referência cultural local, envolve professores, alunos e a comunidade, cruzando diferentes linguagens artísticas como o teatro, a música, a literatura e o movimento. Com sessões dirigidas a escolas e ao público em geral, a mostra constitui uma oportunidade única para descobrir a sensibilidade artística das novas gerações.
As apresentações para o público geral realizam-se sempre às 19h00, no Grande Auditório do TEMPO, e têm um custo de 3,50 euros. Os bilhetes estão disponíveis online, em tempo.bol.pt, ou na bilheteira do TEMPO.
8 de maio – “Estúdios Nuvem Branca” | Agrupamento de Escolas da Bemposta
Os alunos do curso profissional de Intérprete/Ator/Atriz do Agrupamento da Bemposta dão início à mostra com a peça “Estúdios Nuvem Branca””, com direção artística e encenação de Pedro. F. Mendes, música de Válter Fralda e produção de Bruno Sousa.
“Estúdios Nuvem Branca” remete para uma produtora de cinema que apresenta em palco uma versão adaptada da obra “Vanessa Vai à Luta” de Luísa Costa Gomes. Os jovens-atores e a jovem-realizadora encontram-se no plateau, devidamente preparados para as filmagens e gravações dos últimos takes. Com baixo orçamento e um estilo de representação naturalista e simbólica, os atores oferecem aos espetadores momentos de comédia, romance, drama familiar, magia, terror e até experiências mais absurdas no universo musical, como o rock, gospel ou ainda um estilo clássico.
15 de maio – “Grainha” | Agrupamento de Escolas Júdice Fialho
“Grainha”, a parte mais pequena do figo, dá nome a esta criação coletiva inspirada na trilogia algarvia dos frutos secos - o figo, a amêndoa e a alfarroba - enquanto património cultural, natural e simbólico do território.
Através do teatro, da música e das marionetas, os alunos do agrupamento de Escolas Júdice Fialho, exploram narrativas ligadas à terra, à memória coletiva e aos saberes tradicionais, valorizando os produtos locais como património vivo e celebrando a identidade cultural algarvia, num trabalho com produção música de Sandra Martins.
Concebido numa oficina de teatro escolar, a peça, com cenografia, figurinos, marionetas e objetos cénicos a cargo de Fátima Mártires e Ana Marques, convida o público a mergulhar num universo sensorial e poético, onde o brincar, o imaginar e o criar dão forma a novas experiências artísticas, mantendo vivo o conhecimento e reforçando o sentido de pertença à comunidade.
22 de maio – “Ensaio” | Agrupamento de Escolas Manuel Teixeira Gomes
O Teatro da Caverna, do Agrupamento Manuel Teixeira Gomes, apresenta “Ensaio”, com encenação dos professores Alfredo Gomes e Nídia dos Santos.
A peça acompanha um grupo de teatro na tentativa de escolher um texto para levar à cena. Por onde começar? Que peça escolher? Com o tempo a escassear e os nervos à flor da pele, a pressão instala-se. Após várias tentativas falhadas, conseguirão estes jovens encontrar o texto ideal?
29 de maio – “Uma só língua, mil corações” | Agrupamento de Escolas Eng.º Nuno Mergulhão
A Mostra encerra com o musical “Uma só língua, mil corações”, uma produção que envolve alunos do Pré-Escolar, 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Agrupamento Nuno Mergulhão, com texto de Ana Balancho e direção musical e encenação de Francisco Balancho.
Este projeto musical percorre os caminhos da língua portuguesa através das vozes e ritmos de diferentes países e territórios que a têm como herança comum: Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Goa, Macau, Timor-Leste e Brasil. Cada canção reflete a identidade cultural de cada lugar, mostrando como o português se mistura às línguas locais, às tradições e aos sons característicos de cada povo.
Mais do que um idioma, estas canções celebram a diversidade e a união entre nações ligadas pela história, mas que souberam transformar a língua portuguesa em expressão viva das suas culturas. O resultado é um mosaico sonoro que une África, América, Ásia e Europa, revelando a riqueza da lusofonia e o poder da música como ponto de encontro universal: uma só língua, mil corações.
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